PAPANGUS DO FIM [Apocalipse Zumbi em New/Bezerros] Autor: Iram F. R. "Bradock"

 


[08/02, 20h40min] 

PAPANGUS DO FIM
 [Apocalipse Zumbi em New/Bezerros] 
Gênero: ///Pós/Punk / Agreste Dark / Horror Nordestino///
Autor: Iram F. R. "Bradock"

Sinopse do Apocalipse:

Quando os últimos clarins do Carnaval ecoaram entre os morros da Serra das Russas, ninguém esperava que o fim do mundo chegaria fantasiado.

Em Bezerros, a tradicional Terra dos Papangus, uma praga digital vinda do sub/solo da antiga estação de trem, — hoje um data/center abandonado da extinta Corp/Tech Nordeste, — transforma máscaras em receptores de um sinal zumbi. Quem vestiu a fantasia, jamais voltou ao normal. Eles dançam, comem, e uivam... com fome de carne humana.

Agora, isolados pela BR-232 em chamas, os poucos sobreviventes tentam resistir. Entre eles: Dona Lurdinha, vendedora de cocada e líder espiritual do Alto do Rosário; Chico Baitola, ex/papangu campeão e agora caçador de infectados; e Padre José Digitalis, que jura que os zumbis são pecadores conectados à “rede do inferno”.

Só há um caminho: descer até o antigo túnel do trem, — onde tudo começou, — e enfrentar o Papangu Mestre, primeiro infectado e guardião do Carnaval Eterno.

“Máscaras Não Caem”

[08/02, 20h40min/hora atômica] O bloco passava. As máscaras riam. Mas quando Beto da Farmácia caiu no chão tremendo, ninguém entendeu. Sua máscara de couro começou a emitir um ruído. Da sua boca, saiu espuma e um código binário. Depois, ele mordeu Dona Teresa na jugular.

O frevo virou grito. Os clarins viraram sirenes. E a folia, uma caçada.

 “Alto do Rosário: Última Resistência”

Nas ladeiras estreitas do Alto do Rosário, um grupo se reúne: sobreviventes, armados com estilingues, facões, e sinal de rádio pirateado. Eles escutam: “Se vestiu, virou. Se dançou, caiu.”

Dona Lurdinha acende velas em torno de uma máscara virada para baixo. “É maldição de tecnologia. É castigo por carnaval sem fé.”

“A Marcha dos Papangus Eternos”

O desfile avança pela cidade silenciosa. Papangus zumbis desfilam ao som de um trio elétrico quebrado, repetindo o mesmo trecho de frevo sem fim. Os sobreviventes enfrentam a horda, mas descobrem tarde demais: o Papangu Mestre não pode ser morto com bala. Apenas com uma máscara original de barro, — feita por Zé Cabaço, artesão sumido há 20 anos.

O tempo está acabando. E o próximo carnaval... será o último da humanidade.

Iram F. R. "Bradock"

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