Quando as máscaras caem - Autora: Ana Lima



Quando as máscaras caem


O bloco do Zé Pereira

Era a grande atração

Aos poucos vai surgindo

Um festival de cultura

Desfilando pelas ruas

No domingo, o papangu

Mostra que a lenda continua


Misturando as cores cruas

Com tons de alegria

Continua sua missão

Convidar a todos pra folia


O povo dançando

O segue por toda via

O cansaço não tem vez

De noite ou de dia

Imagine se fosse assim

Até o final do mês


Mas nem tudo é tamborim

Vê cenas tão tristes

Isso é muito ruim


No meio da muvuca

O folião perde o sentido

Fico de coração partido

Ao vê o caos instalado

Acabar o colorido


Até o socorro chegar

Muitos fingem não vê

Os que perdem a vivacidade

Indo ao mundo da fantasia

Da falsa felicidade


O bloco se desfaz

Tomado por violência

O brilho se apaga

E a festa perde a essência


Fecham-se as páginas do Carnaval

Com gostinho de quero mais

Ô quarta-feira

Que chega depressa

Chegue carregada de paz.


Autora: Ana Lima, 19/02/26.



Esse texto não reflete necessariamente a opinião do Bistrô do Matuto, e é de inteira responsabilidade dos seus autores.

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