OLHE PARA SENTIR - Autor: Urbano Leafa, O Despoeta


 

OLHE PARA SENTIR


Num olhar,


Nasce todas as elucidações.


Inúmeras canções definem este fluxo.


Que passa a cada olhada


Direcionada para um ponto de atenção.


Os mais nobres chamam isto:


De contemplação.


Almas vagantes,


De um globo ocular,


Manipulam as pupilas


Como um poeta rege as rimas ao recitar.


É um farol,


Que ilumina e escurece


Os mundos presentes


Em outras faces.


Como operários espirituais,


Preservam e cuidam


dos corpos celeste


De teu instinto.


E neste


Dar;


Receber e oferecer,


Alguns sofrem com sangrias,


Os mais desdenhosos julgam ser mau-olhado,


O efeito é derramar rios de almas,


Por nunca ter sido notado.


Neste ver e não enxergar.


Podes morrer,


Podes matar.


Mas o que há de certo,


É que nunca em pé permanecerás.


E de tanto cair,


serás aquele, 


Que observa a dor da observação.


Tentando buscar razão nesta teia.


Mas veja:


Cada passo: Um mundo


Cada mundo: Um acaso


Cada acaso: Um passo.


E tudo volta no mesmo prazo.


{Será que eu estou errado (?)}


Autor: Urbano Leafa, O despoeta



Esse texto não reflete necessariamente a opinião do Bistrô do Matuto, e é de inteira responsabilidade dos seus autores.

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